Bem vindo ao planeta Rush!

É sintomático que este show do Rush tenha acontecido na véspera de um fim de semana em que teremos o Festival SWU, um dos mais diversificados em termos musicais dos últimos tempos. O Rush fala uma língua única no sistema solar do rock. É extremante útil assistir ao recente e premiado documentário: "Rush: beyond the lighted stage", que narra a saga deste trio canadense, para entender o longo e solitário caminho do grupo.

O Rush conseguiu, nos seus 40 anos de carreira, ser único e inigualável; com suas idiossincrasias, uma banda que nunca agradou a crítica, e que cada vez mais cresceu e agradou seu público. Existem bandas tipo isso, tipo aquilo, mas não existem bandas tipo Rush; eles são exclusivos, porque unem os pomos da discórdia fazem hard e progressivo, são em essência o que há de mais sagrado no rock: um Power-trio; contam com um vocal do tipo ame ou odeie, mas de toda forma, original. Letras viajantes, às vezes inteligíveis, mesmo fato que fez várias bandas com esse discurso, pendurarem as chuteiras ao longo destes anos.

Por tudo isso, um show do Rush é um ritual plenamente digerível para os iniciados e estranho para os neófitos. Existe um verdadeiro exército de guitarristas, baixistas e bateristas na plateia, esvoaçando braços e levantando pernas, dedilhando e socando baquetas imaginárias no ar!

A virtuose dos músicos do Rush é assustadora no palco; mesmo depois de tantos anos e quase uma parada total da banda no final dos anos 90, quando o baterista Pearl perdeu sua filha tragicamente em um acidente de carro. Isso só prova que o grupo precisa do palco e vive nele.

O começo do show é divertido: um clipe que conta uma pseudo-história da banda e de repente, se funde com ela no palco, atacando, na sequência, dois petardos para os fãs – “The Spirit of the Radio e Time Stand Still”. A atual turnê “Time Machine”, que tem como base o clássico disco “Moving Pictures”, lançado 1981, que foi um divisor de águas do grupo e que emplacou o maior hit, “Tom Sawyer”, ainda prova que é possível ter qualidade sonora em shows em estádio; é incrível a nitidez do show, o que prova que, quando se quer, se faz! O show ainda tem um intervalo, após a música “Subdivisions”, anunciado ironicamente por um locutor, dizendo que vem um intervalo em função da idade avançada dos músicos.

Após esta pausa, é hora do nome da turnê em si e começa a execução do disco “Moving Pictures”; além disso, a presença das inéditas “Brought Up to Believe” e “Caravan”, que estarão no novo CD “Clockwork Angels”. Ainda não poderia faltar o histórico solo de bateria de Neil Peart, um momento de êxtase para a plateia. O show termina com “Working Man”, mas a sensação de continuidade permanece, pois o Rush mostra que seu planeta é o palco e, com certeza, não sairão dele tão cedo!

Vi aqui: Blog do Maia

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