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É a Gota D' Água

Pois é, "Brezil", esses são os eleitores do Brezil....."bandiputo" e gente a toa, papai paga faculdade, baladinha todos os dias....e fumando "unzinho" no apto das amigas, compras aqui, desfilar no shopping a bolsa nova junto com o iPhone modelo tals, mas na hora de lutar por uma coisa seria, um fato que pode sim mudar a vida de muitas pessoas...ficam com preguicinha de ver, ler ou até mesmo compartilhar um simples video....vcs não merecem o AR que respiram.... É a Gota D' Água!!!
É a Gota D' Água +10 from Movimento Gota d' Agua on Vimeo.

"A FOTÓGRAFA"

 Recebi esse vídeo por email e não tenho palavras pra descreve-lo....então vejam e tirem suas próprias conclusões.

Slater realiza desejo de Irons com o deca mundial e nota 10 na decisão

Andy Irons tinha previsto, mas não conseguiu ficar para ver. Apostava que seu maior adversário, antigo desafeto, iria conquistar o décimo título mundial neste ano. Ainda em Portugal, há três semanas, o havaiano tricampeão abraçou-o, olhou-o nos olhos e disse "Estou feliz por você". Se estivesse na Praia de Middles, em Porto Rico, teria participado da festa. Mesmo doído, Kelly Slater competiu, por Irons. Venceu, por Irons. E arrumou a melhor das maneiras de afastar a tristeza. Com notas 9,00 e 9,87 em uma bateria de gala, nas quartas, contra o brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho, o maior surfista de todos os tempos levou, por antecipação, o Circuito Mundial. Pela décima vez. Não estava satisfeito. Queria mais um dez. Ele veio em uma onda perfeita na final, contra o australiano Bede Durbidge. Taça da etapa, 45ª vitória na carreira. Na areia, foi engolido pela multidão. No pódio, engoliu o choro para conseguir falar.

- Se não fosse pelo Andy, não teria chegado até onde cheguei. Quero dedicar esse título a ele, à família dele e à minha família - disse.

Em todos os esportes, apenas um atleta, já aposentado, conquistou mais títulos que Slater: o italiano Giacomo Agostini, 15 vezes campeão na motovelocidade.

O surfista americano, de 38 anos - campeão em 1992, 1994 a 1998, 2005, 2006 e 2008 -, só precisava chegar às semifinais em Porto Rico. Mineirinho não conseguiu pará-lo nas quartas. Jordy Smith, único que podia ser campeão, não tem mais chances de alcançá-lo. A etapa final, no Havaí, casa de Irons, será apenas para homenagens.

Irons, que já foi um desafeto, morreu como amigo. E a rivalidade entre eles foi desmistificada em imagens. O filme "Fly in Champagne", lançado no ano passado, mostrava o que os surfistas chamaram de Projeto AI_Slater. Correram o mundo em busca de ondas perfeitas.

- Há muita ficção entre nós. Comecei a acreditar no que estava lendo, comecei a entrar no personagem e isso atrapalhou muito minha relação com o Kelly - dizia Irons no filme.
Eram personagens fortes, irresistíveis, que fizeram com que o surfe ganhasse mais visibilidade. A história do "bad boy" Andy Irons casava perfeitamente com a imagem do mocinho Kelly Slater.

- A imprensa criou um monstro. Essa rivalidade nos consumiu. As pessoas queriam nos ver como rivais - disse o americano, no filme.

Na terça-feira, Slater viu uma notícia que parecia um pesadelo. Andy Irons tinha morrido depois de ter deixado Porto Rico, rumo ao Havaí. O título mundial passava a ser algo insignificante.
Mas Slater queria competir. Foi em campeonatos que conheceu Irons. Sabia que o havaiano, se pudesse, mandaria todos voltarem às disputas. Para que o título mundial fosse para a última etapa da temporada, no Havaí - justamente a terra de Irons -, teria que perder. E Jordy Smith não podia decepcionar. A estrela do americano - ou do havaiano - brilhou mais forte.

Irons teria gostado de ver a nota 10 do amigo Taj Burrow, pouco antes da decisão do título. O australiano igualou a façanha que somente a brasileira Silvana Lima, durante a semana, tinha conseguido. Taj conseguiu a nota máxima na bateria contra o americano Dane Reynolds. E vai enfrentar Slater nas semifinais.

O roteiro parecia bom para o americano. Mineirinho enfrentaria Taylor Knox, um dos melhores amigos do eneacampeão. Mas o brasileiro quis mudar a história. Venceu o americano e travou outro duelo contra o careca.

Slater se alongou dentro da área de atletas, justamente ao lado de Jordy Smith. Chegou à beira sete minutos antes do início. Ainda na areia, parou, abaixou a cabeça e assim ficou por um minuto.

Entrou na água e deixou passar a primeira onda. Viu que a segunda era boa e remou forte em direção a ela. O esforço valeu. Um tubo, uma rasgada e uma nota 9,00. Mas Slater não queria nove, queria dez, dez títulos mundiais. Mineirinho viu uma onda se formar e a ignorou. O americano entubou de novo, e duas vezes. Saiu dele já comemorando e finalizou o show com um cut back. Faltavam ainda 21 minutos.

Mineirinho ainda não tinha pego nenhuma onda. Slater foi em outra onda. Deu um aéreo, tirou 8,10, descartado. Era pouco para o maior surfista da história. O brasileiro esboçou uma reação: 6,33 e 8,03. Mas era pouco. Pouco quando se está diante do maior da história.

Já sem chance, Jordy Smith quis acompanhar de perto. Entrou na água dez minutos antes do início de sua bateria. Viu o americano pegar mais uma onda e estendeu a mão, em reverência. Um rápido cumprimento. Um pequeno gesto para o maior da história.

Dez títulos em 20 anos no Circuito Mundial. O palco, um lugar que ele frequentava quando ainda era um menino baixinho e cabeludo.

- Eu não surfava aqui desde 1988. vinha muito aqui, é como minha segunda casa - disse.

O caneco já era dele. Voltou para as semifinais. Mais um show, agora contra Taj. Duas notas 8,17.

- Foi o troco por ele ter acabado comigo no ano passado em Pipeline.

Slater teve pouco tempo para recuperar as forças. No mar, antes bateria final, um minuto sem remar, sem falar. Minuto de silêncio em memória de Andy Irons. Bede Durbidge era o adversário. Slater saiu na frente, de novo. Nota 8,77. E, para fechar, claro, um 10,00.

Agora, sim, Slater pode descansar. Talvez até o dia 8 de dezembro, quando começa o Pipeline Masters, o campeonato de Irons.


Ando com pouco tempo e vi aqui mesmo:

Se não tem etiqueta não serve!

A nota é internacional e diz, mais ou menos assim: Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.

Eis que o sujeito desce na estação do metrô de Nova York, vestindo jeans, camiseta e boné.
Encosta-se próximo à entrada. Tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.

Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares.

A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino...
A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

A conclusão é de que estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto.
Bell, no metrô, era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Esse é mais um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas, que são únicas, singulares e a que não damos importância, porque não vêm com a etiqueta de preço.

Afinal, o que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes?

É o que o mercado diz que podemos ter, sentir, vestir ou ser?

Será que os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detêm o poder financeiro?

Será que estamos valorizando somente aquilo que está com etiqueta de preço?




Vi aqui

SWU - Começa com Você



O maior movimento de conscientização em prol da sustentabilidade já criado no Brasil começa agora. Comigo, com você, com cada um de nós. Essa é uma iniciativa que nasceu de um desejo pessoal e que se torna grande pela adesão coletiva. Um movimento que se propõe a inspirar, motivar e transformar.

Partindo da convicção de que pequenas atitudes geram grandes mudanças, o SWU vai mostrar, por meio de uma grande plataforma de comunicação e ações de mobilização, o que está ao alcance de cada indivíduo fazer no seu dia a dia em benefício da sustentabilidade. Engajamento que será depois celebrado em um festival de artes e música, nos moldes dos grandes festivais europeus, ao longo de três dias inesquecíveis.

A gente já sabe que o mundo está ficando um lugar cada vez pior pra se morar e que não tem para onde correr. Não dá mais para cruzar os braços. E começar pode ser mais simples do que se imagina.

Conheça aqui um pouco desse projeto e ajude o SWU a construir o seu legado.

Eduardo Fischer

    “Seja a mudança que você quer ver no mundo” (Ghandi).

Gentileza gera Gentileza


Retomar a delicadeza relegada ao esquecimento melhora a qualidade de vida e as relações cotidianas.

Faça um rápido teste de memória. Você cumprimentou seu vizinho hoje de manhã no elevador? Desejou bom dia ao porteiro quando cruzou com ele na portaria como faz todas as manhãs? Deu passagem para o carro que precisava mudar de pista para entrar numa rua transversal? Esperou pacientemente o carro da frente andar sem buzinar quando o sinal ficou verde? Se respondeu negativamente a alguma das perguntas acima, saiba que, além de agir de forma tremendamente mal-educada, você está fazendo mal à sua própria saúde - e à das pessoas que o cercam.

Segundo o livro A arte da gentileza, de Piero Ferruci (ed. Alegro), pesquisas científicas confirmam que pessoas gentis são mais saudáveis e vivem mais, são mais amadas e produtivas, têm mais sucesso nos negócios e são mais felizes. ''Ser gentil nos faz tão bem quanto ser alvo de uma gentileza'', garante o autor. Por outro lado, a não-gentileza gera sentimentos negativos, atrapalha as relações e pode até deixar a pessoa doente, já que quando alguém é alvo de grosseria, falta de educação, o sistema nervoso reage liberando hormônios como a adrenalina, que desequilibram o organismo. Até a musculatura é afetada e reage à falta de gentileza se contraindo, deixando o corpo cada vez mais tenso.

''A falta de gentileza, caracterizada por um ambiente de grosseria e violência, se constitui em um fator estressor que leva o indivíduo ao desenvolvimento do estresse crônico. Por conseqüência, a qualidade de vida acaba sendo afetada, incluindo a saúde'', confirma a psicóloga Lucia Novaes, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress.

O que a ciência agora comprova vai ao encontro do que o profeta Gentileza passou grande parte da vida pregando e escrevendo nos 55 murais que criou sob o viaduto do Gasômetro, próximo à Rodoviária Novo Rio. Sua mensagem podia ser resumida na frase-síntese ''gentileza gera gentileza''.

Os murais, restaurados há cinco anos pelo projeto Rio com Gentileza, coordenado pelo filósofo Leonardo Guelman, hoje se encontram de novo danificados por pichações logo abaixo das inscrições do profeta. Mais ou menos como a própria gentileza, tão fora de moda nos dias que correm.

''O Gentileza denunciava uma crise ética, de valores. Segundo ele, tudo passa pelo favor. O simples fato de pedirmos 'por favor' e agradecer com um 'obrigado' denotava que adotamos a troca na base do toma-lá-dá-cá, típico do mundo individualista, produto do capitalismo que ele batizou de 'capeta capital''', afirma Guelman, autor do livro Brasil, tempo de gentileza (Eduff), sobre o profeta que morreu aos 79 anos, em 1996.

Para o profeta, ficamos cegos e surdos e perdemos a capacidade de ver e ouvir o outro. Segundo a psicoterapeuta e educadora Sandra Celano, o pronome nós, nesse mundo tão individualista, agrega no máximo o núcleo familiar. ''Então, como esperar que um seja gentil com o outro em pequenas ações cotidianas, se as pessoas não conseguem nem perceber o outro?'', questiona. Até em uma discussão é possível manter a gentileza. ''Basta prestar atenção ao que a outra pessoa diz e se expressar considerando suas razões e seu ponto de vista'', completa Sandra, que observa em seu consultório o crescimento da falta de gentileza como uma das queixas comuns de seus pacientes.

Um dos ambientes onde a falta de delicadeza e gentileza mais se manifesta é no local de trabalho. Muitas vezes, as pessoas confundem relações profissionais com frieza e rispidez. E deixam de agradecer um serviço só porque este está sendo pago.

''Hoje já existem empresas que têm como meta o bem-estar dos seus funcionários. Não porque sejam boazinhas, pois toda empresa precisa gerar lucros, mas, sim, porque descobriram que onde há bem-estar, há produtividade, pois as pessoas trabalham felizes'', observa Alkíndar de Oliveira, consultor de empresas e autor de Viver é simples, nós é que complicamos (ed. Didier). ''Neste novo mundo corporativo que está surgindo, há uma ferramenta que tende a ser a mais importante na convivência profissional. Trata-se da afetividade. E a gentileza é um dos frutos da árvore do afeto.''

Como todo profeta, Gentileza denunciava a crise e anunciava uma boa nova. Para ele, assim como a natureza nos dá tudo de graça, temos que retomar um tempo a troca desinteressada. O primeiro passo seria bem simples: dizer sempre 'agradecido' e 'por gentileza', em vez das fórmulas consagradas - que já foram esquecidas por muita gente, porém sem nenhuma substituição.

Uma das pessoas que foram tocadas pela obra de Gentileza foi a compositora Marisa Monte, que transformou alguns de seus versos em uma canção com o nome do profeta. Marisa fez a música no dia em que foi apresentar os murais ao parceiro Carlinhos Brown, antes do projeto de recuperação, e viu que não havia mais nada. Chocada, escreveu a música.

A cantora acha que a mensagem de Gentileza está cada vez mais atual. ''Com o ritmo acelerado das cidades, as pessoas estão perdendo a noção de gentileza, que é uma espécie de pureza refrescante para a vida, para o dia-a-dia.'' Ainda hoje, ela se comove em ver que alguém dedicou sua vida para falar da importância de ser gentil, e em vez de pedir dinheiro, ia de carro em carro oferecer uma flor. ''Ele foi uma pessoa linda que plantou a semente da gentileza.''

Buda também identificou alguns benefícios de se cultivar a gentileza, como dormir bem, ser amado, ter proteção dos seres divinos, e uma mente serena. De nada adianta, no entanto, começar a ser gentil para obter tais resultados e melhora da qualidade de vida, pois falsidade é algo diametralmente oposto à proposta. E, por princípio, a gentileza é necessariamente desinteressada. Como o escritor britânico Aldous Huxley afirmou, no fim da vida. ''É desconcertante que, após anos e anos de pesquisas e experimentações, eu tenha que dizer que a melhor técnica para transformar nossas vidas seja ser mais gentil''.

Algo bastante urgente de ser lembrado nos dias de hoje. Pois se gentileza gera gentileza, a sua falta só pode produzir uma carência ainda maior, daí o cenário aterrador de um mundo de rispidez e impaciência, e seus assustadores índices de violência - não como causa única, evidentemente.

''A falta de gentileza e a hostilidade nas relações podem contribuir para um mundo estressante, na medida em que essas atitudes são contagiosas. Violência gera violência, hostilidade gera hostilidade, raiva gera raiva'', acredita a psicóloga Lúcia Novaes. Por outro lado, diz ela, o mundo estressado, com tantas demandas, com a necessidade de se fazer cada vez mais coisas em menos tempo e mais perfeitas abre espaço para atitudes agressivas, raivosas e hostis. ''É um círculo vicioso.''

No ano que vem, para marcar os dez anos da morte de Gentileza, um grupo de artistas e intelectuais afinados com a causa do profeta deve retomar o projeto Rio com Gentileza, com manifestações festivas pela cidade para lembrar a atualidade do pensamento do profeta.

''Se ele estivesse entre nós, continuaria pregando a gentileza, já que seu avesso, a rudeza e a violência, infelizmente não saíram de moda'', acredita Guelman, que também reivindica junto à prefeitura um maior cuidado com os murais, que ele quer ver cercados e iluminados. ''São um patrimônio afetivo da cidade.''

A importância de se adotar a atitude no cotidiano é bem expressada pelo teólogo Leonardo Boff, em artigo intitulado ''Espírito de Gentileza'' (disponível na íntegra no site leonardoboff.com). ''Este espírito nunca ganhou centralidade, por isso somos tão vazios e violentos. Hoje ele é urgente. Ou seremos gentis e cuidantes ou nos entredevoraremos.''