
Uma série de acontecimentos recentes fizeram Tom Petty repensar toda sua vida musical. Não... Isto não significa aqueles ataques bobos de mudar rumos para ficar moderninho ou se tornar um crente místico, muito pelo contrário, é simplesmente o fogo do rock crepitando na alma daqueles que são seus verdadeiros seguidores. Petty não é um típico roqueiro em termos de adereços caricatos; ele tem rock na veia, pertence a nata, a subgêneros ou a gêneros seminais.
O fato de ter reunido sua primeira banda, o Mudcrutch, em 2008, foi a primeira etapa; lançar no ano passado o cd quádruplo, de gravações ao vivo, cobrindo toda carreira dos seus Heartbreakes foi outro sinal e ganhar o documentário “Runnin Down a Dream”, de quatro horas, dirigido por Peter Bogdanovich, que fala de sua incrível carreira, só poderia ter um resultado revelador e este resultado acabou virando um disco “MOJO”, que é um daqueles discos inacreditáveis de como uma pessoa com tantas anos de carreira pode ainda surpreender; é como ver aquele jogador mais que veterano, marcando um golaço!
Neste disco, Petty volta rejuvenescido, tocando com liberdade e experimentando; ele próprio comenta que este disco é como se o público pudesse ver o momento mais íntimo da banda tocando.
O repertório é do típico rock americano que passeia pelo country, pelo blues, hora em uma vigorosa pegada elétrica, hora com a suavidade acústica. 'MOJO' tem muito do espírito de sua banda Mudcrutch, na qual tocava baixo no começo dos anos 70; a concepção deste disco foi criar algo como uma gravação ao vivo, sem as centenas de maquiagens que as gravações em estúdios modernos acabam fazendo nos discos.
Algo parecido com o que seu amigo Bob Dylan tem feito ultimamente. O resultado foi este então: um disco sincero, direto e que mostra um veterano ensinando como manter a energia por mais de 40 anos…
Aqui tem 3 faixas que selecionei:
Jefferson Jericho Blues
Candy
No Reason To Cry
Achei no Blog do Maia:
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